Outubro Rosa: A importância da mulher no universo cervejeiro!

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Outubro Rosa: A importância da mulher no universo cervejeiro!

A campanha Outubro rosa surgiu para conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. O acompanhamento preventivo precisa ser feito desde muito cedo, portanto se informe. A Texo preparou uma seleção de links informativos para você:

Para ilustrar a campanha, vamos falar de algo que a gente sempre fala aqui, mas voltado para você, mulher. Sabia que historicamente as mulheres têm uma importante contribuição para o universo cervejeiro? Com isso vamos apresentar uma série, contando um pouco mais sobre como surgiu o envolvimento feminino no mundo cervejeiro!

A Mulher e a Cerveja

- “Cerveja é coisa de homem? ”

Desde que nós plantamos, nós produzimos cerveja. Essa frase diz respeito à humanidade, mas não diz respeito aos homens. As mulheres são as responsáveis, desde a primeira fermentação da história, pela produção da cerveja, principalmente no mundo antigo, mas é algo que vêm voltado a ser uma verdade.

Registros mostram que mulheres produtoras de cerveja (sabtiem) eram consideradas pessoas especiais, praticamente divindades na Babilônia e na Suméria, perto de 4000 a.C.

                      (Ninkasi, considerada a deusa da cerveja)

Apenas as mulheres vikings podiam produzir cerveja (e como a cerveja era importante para os vikings!!) E os utensílios de produção eram propriedade exclusiva da cervejeira e tratados quase como relíquias.

No século XIII, mais de 95% das cervejas locais na maioria das vilas inglesas era produzida por mulheres.

- “As Esposas das Ale”

Mas elas não apenas produziam, como comercializavam: Na Idade Média o excedente da produção podia ser comercializado, as mulheres passaram a vender a cerveja fabricada, o que acabou tornando-se um importante complemento financeiro da família. Elas expunham na porta da casa uma haste com folhas verdes, indicando que a cerveja estava pronta. Assim surgiam as primeiras tabernas medievais.

Estas mulheres ficaram conhecidas como Alewives (Esposas das Ale) e a cultura se popularizou rapidamente, principalmente nas Ilhas Britânicas. Um documento de 1086 chamado Norman Domesday Book indica a existência de 43 dessas tabernas. Perto do ano 1300 havia uma para cada doze habitantes. Esta prática levava à independência financeira das mulheres em relação aos maridos, isso provocou reações políticas moralistas no final do século XVI, com a criação de leis para restringir a atividade.

- “Mas nem tudo são flores”.

Com o passar do tempo esta prática levou muitas mulheres à independência financeira com relação aos seus maridos. Como reação a essa nova realidade, no final do século XVI foram criadas leis que restringiam a atividade, parte de uma política moralista.

Essas políticas tiveram mais efeito no final do século XVII, quando o comércio da cerveja se fortalece e a presença das mulheres diminui nesse meio, já com a chegada da produção em larga escala.

Judith M. Bennett, professora de história da Universidade da Califórnia, mostra em seu livro Ale, Beer and Brewsters in England, que o declínio da participação feminina na produção cervejeira coincide com a popularização das cervejas alemãs com lúpulo.

A cerveja alemã trouxe consigo um novo conceito de comércio, além da produção em larga escala. Acredita-se que os homens estavam mais associados à prática comercial e às novas tecnologias, o que fez a presença das mulheres no meio cervejeiro ser cada vez menos aceita.

Felizmente hoje vemos as mulheres reassumindo seu papel na cultura cervejeira e remodelando a maneira de se pensar e se vender cerveja.

- “Cerveja é coisa de mulher! ”

Durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres também são convocadas, não para os campos de batalha, mas sim para as indústrias. Na maioria dos países eram elas as responsáveis pela fabricação de munição, armamento e alimentos utilizados pelos soldados na frente de batalha. É claro que a cerveja não ficou de fora desta lista.

Quando o século XX chegava ao fim as mulheres naturalmente voltavam a ser parte do público consumidor da bebida, sendo percebidas pelo mercado como mais exigentes que o público masculino. O retorno das mulheres ao mundo cervejeiro modifica aos poucos a imagem da bebida, muito associada à competitividade masculina, aos poucos ela ganha uma versão mais sofisticada e sutil.

Esta mudança é percebida nos números: a participação das mulheres na fatia consumidora aumentou consideravelmente nos últimos anos. O mercado de trabalho tem tido aumento na presença feminina e os dados tendem a melhorar ainda mais com o passar do tempo.

Até mesmo aqui nas redes, o número de mulheres falando sobre cerveja têm crescido diariamente.

 

Eae, curtiram essa campanha? Se você é mulher, mantenha-se atenta sempre em relação ao câncer de mama, e para você homem, ajude as mulheres ao seu redor a manter a atenção em relação a esse assunto que é muito sério!


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